segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Tipos e apresentações dos maltes

Os maltes podem ser apresentados em grãos ou extrato, que é uma espécie de mosto super concentrado. Os extratos apresentam-se em formas líquida e seca, sendo que para a líquida também são medidos em unidades de peso (por exemplo, quilogramas) e não de volume. Você pode encontra extratos puros, de um tipo específico de grão ou compostos por vários tipos, já prontos para elaborar uma cerveja de um estilo.
Maltes base:
1. Pilsen (Pilsner, Pilsener ou Pils): o malte pilsen é um malte base claro que deve seu nome à cerveja homônima. Isto ocorre porque geralmente se emprega este tipo de malte para produzir o estilo de cerveja mais popular no mundo. Algumas maltarias também usam a denominação para identificar um malte menos modificado. Sua cor varia de 1 a 2ºL. Quando usado isoladamente produz cervejas claras.
2. Pale ale: um malte que foi seco por cerca de 48 horas em temperaturas gradativamente ascendentes e ligeiramente mais altas que o malte pilsen, conferindo um sabor tostado muito sutil, que se adequa muito a cervejas do estilo homônimo. Sua cor pode variar entre 2 a 4ºL.
3. Suave (mild): produzido de maneira similar ao malte pale ale, mas seco a temperaturas ligeiramente superiores e por um período superior. Oferece um aroma e gosto intensos de malte, adequado para cervejas inglesas brown e mild ales. Cor entre 2 a 3 ºL.
Maltes especiais:
1. Ácido (acid ou sauer): Malte usado principalmente em cervejarias alemãs e que contém altas quantidades de ácido láctico. Serve para em pequenas quantidades corrigir o pH do mosto, sem necessidade de uso de química ou lactobacilos. Cor entre 2-4ºL.
2. Âmbar (amber): um malte bem aquecido e pouco torrado é usado para dar um sabor de pão ou biscoito à cerveja. É usado até a quantidade de 10% do mosto e oferece uma coloração âmbar profundo à bebida. Dependendo dos fornecedores pode ser conhecido como malte Victory ou Biscuit. Sua cor varia entre 15 a 25ºL.
3. Aromático (aromatic): similar à melanoidina.
4. Escuro (black): Um malte chocolate retirado quase ao ponto de queimar e que adiciona um gosto amargo à cerveja, devendo ser usado em pequenas quantidades. Cor entre 475 a 550ºL.
5. Marrom (brown): um malte que confere um caráter seco e torrado que fica entre o âmbar e o chocolate, mas não é doce. Usado em alguns estilos como old ale, porter e stout em pequenas porções de 5 a 10% do total. Sua cor está entre 50 a 70ºL.
6. Brumalt (honey): malte com um sabor característico de mel. Cor: 15 a 30ºL.
7. Caramelo ou cristal (caramel ou crystal): Possui subtipos como CaraPils, CaraVienna, CaraMunich, Dark Crystal, German Crystal. É aquecido rapidamente em estufa o que seca a casca e deixa um núcleo cristalizado, caramelizado e duro. Adicionam corpo e doce à cerveja. A cor varia com o subtipo, entre 10 a 120ºL.
8. Chocolate: Aquecido rapidamente a 200ºC e bruscamente resfriado para se obter a cor desejada. Usualmente encontradas em porters. Seu nome não está relacionado com os sabores de nozes que oferece e sim à sua coloração intensa marrom, entre 350 a 450ºL.
9. Dextrina: É um malte cristal ou caramelo muito claro, também chamado CaraPils pela Maltaria Weyermann. É usado em cervejas claras para contribuir com o corpo e a estabilidade da espuma da cerveja. Não contém enzimas. Cor entre 1-2ºL.
10. Viena: Pode ser usado em proporções de 10 a 40%, dependendo do estilo. Tem enzimas suficientes para se auto-converter, embora via-de-regra sejam usados em associação com um malte base. Um pouco mais claro e doce que o Munique, é ideal para cervejas com coloração dourada a âmbar. Sua cor: 3 a 10ºL.
11. Munique: este malte especial impacta um intenso caráter de malte à cerveja. Possui uma coloração âmbar, entre 5 a 10ºL e também tem enzimas suficientes para converter-se. Entra na composição de determinadas cervejas entre 10 a 60%, sendo usados geralmente em associação com um malte base.
12. Melanoidina: também chamado Munique escuro ou aromático. Sua cor varia de 20 a 25ºL. Tem baixo poder diastático, mas oferece mais intensos sabor e aroma de malte, em comparação com o munique.
13. Special B: um malte especial belga da Dingermanns (Cargill), que traz um balanço único de aquecido e torrado e confere um sabor de caramelo escuro e passas. Usa-se em pequenas quantidades em alguns estilos como Brown ales, porters e doppelbocks. Maiores quantidades em estilos de cervejas belgas de abadia ressaltam um caráter de passas a estas bebidas. Cor: 150ºL. 14. Turfa (peat): ele é similar ao defumado mas foi defumado em turfa. Embora contenha enzimas é usualmente associado a um malte base na fabricação de scottish ales.
15. Defumado (rauch): um malte relativamente claro e que foi defumado em fogo de lenha. Confere um sabor defumado principalmente a cervejas alemãs chamadas rauchbiers. Esta característica pode variar dependendo de quanto tempo faz que ele foi manufaturado.
16. Centeio (rye ou roeggen): Pode ser usado em quantidades entre 5 a 10% do total na mostura. Sua cor varia de 2 a 5ºL.
17. Trigo: o trigo é usado tradicionalmente como a cevada para a produção de cerveja e tem um poder diastático semelhante. Geralmente compõe de 5 a 70% do total no mosto, o que depende do estilo. Tem menos taninos que a cevada pois não tem casca. Contribui com mais proteínas ao mosto e melhora a retenção da espuma. Requer atenção na etapa de separação do bagaço, podendo provocar problemas se não se conduzir um repouso protéico preventivo. A cor está entre 0 e 3ºL.
18. Aveia: pode ser usada em sua forma malteada, acrescentando cremosidade e oleosidade. Em função do alto teor de gordura e óleo devem ser usados em pequenas quantidades.
Coluna do cervejeiro da ACERVA Gaúcha Eduardo Boger no cervejasnet

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Novo site do Brejas no ar



Recebi ontem dos amigos do Brejas o convite para o lançamento do seu novo site. O novo site passa a contar com um novo ranking interativo e participativo semelhante aos que já existem na Europa e America do Norte mas inédito no Brasil. O Brejas é o maior e melhor site de classificação cervejeira do Brasil.
Cadastre-se no site e participe das avaliações de centenas de cervejas.


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Chope Bock da Schornstein recebe duas indicações da Revista Menu


Especialistas em cerveja esperam ansiosos a Oktoberfest para degustar receitas não muito conhecidas em outros Estados do Brasil. E uma prévia das artesanais catarinenses que participarão da maior festa do chope em território nacional foi apresentada pela Revista Menu ao cervejólogo Paulo Feijão que também é autor do blog oBiercevando; à beer sommelier Cilene Saorin e ao consultor cervejeiro Sady Homrich. Acostumados com os diversos sabores e qualidade da produção cervejeira, eles citaram o chope Bock Schornstein por duas vezes devido aos impactantes sabor, coloração e receita.
Paulo Feijão fez elogios ao produto feito em Pomerode. “De cor escura e tons avermelhados, traz aroma de torrefação e leve adocicado. Na boca, tem notas levemente torradas e chocolate. Final com leve e agradável adocicado proveniente do malte. Seus poderosos 7% de teor alcoólico se perdem em um emaranhado de sabores. É ideal para aquecer a noite”, afirmou.
Já Sady comentou que a Schornstein capricha na seleção e na quantidade de maltes, o que gera uma cerveja lager encorpada, com sabor pronunciado do grão. E recomenda: “Tome cuidado com os 7% de teor alcoólico: não vá dar vexame em plena Oktoberfest”.
Dos chopes artesanais catarinenses que participam da Oktoberfest, o Bock, da Schornstein, é o único citado duas vezes. Este produto e outros da artesanal de Pomerode poderão se conferidos na Oktoberfest, de 9 a 26 de outubro. A expectativa é comercializar cerca de 15 mil litros de chope.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

1º Encontro Aberto da ACERVA Gaúcha

Acontece dia 18 de outubro o 1º Encontro Aberto da ACERVA Gaúcha. A ACERVA Gaúcha tem como objetivo divulgar a cultura cervejeira e a arte de se fazer cerveja em casa, sem fins lucrativos. Os encontros são realizados para que os membros possam trocar experiências e discutir principalmente métodos, insumos e novidades sobre homebrew no Brasil e no mundo.
Este será o 1º encontro aberto ao público em geral, esperamos que seja o 1º de muitos. Parabéns a todos os membros da ACERVA Gaúcha pela iniciativa.
CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR O CONVITE

terça-feira, 30 de setembro de 2008

21º Oktoberfest Igrejinha - RS

A Nova Schin é a patrocinadora master da 21° edição da Oktoberfest de Igrejinha, festa que anima a cidade de 10 a 19 de outubro. Além da previsão de comercializar 150 mil litros de chopp Nova Schin ao longo do evento, o Grupo Schincariol também fornecerá com exclusividade os produtos da linha Schin Refrigerantes, a Água Mineral Schincariol e ainda a Nova Schin sem álcool.
Pelo oitavo ano consecutivo a marca patrocina a fetividade.
Diversão com responsabilidade
A AMIFEST (Associação de Amigos da Oktoberfest de Igrejinha) firmou convênio com a empresa de ônibus Citral para oferecer transporte aos foliões durante a Oktoberfest.
Haverá trajetos por dentro da cidade de Igrejinha e também de ida e volta da rodoviária de Porto Alegre e demais cidades da região, ambos com destino ao Parque da Oktoberfest.
Saiba mais no site http://www.oktoberfest.org.br/

25º Oktoberfest Blumenau - SC


A partir do dia 09 de outbro estará sendo realizada a 25º Oktoberfest de Blumenau , a maior do país, que se estenderá até dia 26 de outubro. Estarão presentes nesta edição as seguintes cervejarias: Industriais Brahma Chopp, e o chope produzido pelas cervejarias artesanais da região, como a Eisenbahn, a Bierland e a Wunder Bier, todas de Blumenau, além a Das Bier, de Gaspar, Zehn Bier, de Brusque e Schornstein, de Pomerode além de alguns rótulos de importadas.

Saiba mais no site do evento.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Grupo Schincariol fecha exclusividade com Botequim das Letras




O Grupo Schincariol fechou parceria para ser o fornecedor exclusivo das bebidas que abastecem o Botequim das Letras. O mix disponível na casa contempla a cerveja e o Chopp Nova Schin, a cerveja premium Baden Baden, a Água Mineral Schincariol, a linha de sucos Fruthos e a linha Schin Refrigerantes. O Botequim das Letras funciona como bar e livraria em um casario tombado pelo Patrimônio Histórico de Porto Alegre, na rua Félix da Cunha, bairro Moinhos de Vento.

Saiba mais sobre a maior festa de cerveja do mundo


Não havia cerveja na realização da primeira Oktoberfest. A bebida, hoje marca registrada do maior festival folclórico do mundo, na Alemanha, só apareceu oficialmente na edição de 1818, oito anos depois do casamento do príncipe da Baviera, origem da festa. Nas primeiras edições, no lugar da farra etílica estavam corridas de cavalos e feiras agrícolas. O prefeito de Munique serve sempre o primeiro chope de um litro, esta edição é a de número 175 do festival alemão. A festa deste ano deve reunir mais de 6 milhões de pessoas de todo o mundo. E é provável que seja superado o recorde do último ano, quando foram bebidos 6,9 milhões de litros de cerveja.
A primeira Oktoberfest foi celebrada quase 200 anos antes, durante o casamento do príncipe Ludwig da Baviera (mais tarde rei Ludwig I) com a princesa Teresa da Saxônia, em 12 de outubro de 1810. As festas aconteceram nos chamados campos de Teresa, “Theresienwiese”, no idioma original, o que faz com que os locais se refiram à festa até hoje como “Wies’n".
A festa se repetiu no ano seguinte, com uma nova corrida de cavalos. A cerveja entrou como bebida oficial em 1818, juntamente com um pequeno parque de diversões, que continua sendo montado no local da festa. Somente em 1896 foram montadas as primeiras tendas de cervejas, que hoje são gigantescas e se tornaram símbolo da festa. Desde 1810, a Oktoberfest só deixou de acontecer em 24 anos, a maioria por conta de guerras em que o país estava envolvido. Pode soar estranha a idéia de ter um evento batizado com o nome do mês de outubro começando em setembro. A mudança de datas ocorreu anos após o surgimento da festa, em 1872, quando os organizadores decidiram antecipar o festival para aproveitar as noites um pouco mais quentes do mês anterior. Desde então a Oktoberfest começa no final de setembro e segue até o começo do mês seguinte. A festa em Munique tem um enorme efeito sobre a economia local. Quase um bilhão de euros são gastos durante as duas semanas de farra, e 12 mil pessoas trabalham no festival. Apesar de ser um grande atrativo para turistas, apenas 15% dos visitantes da Oktoberfest são de fora da Alemanha. A maioria dos bebedores de cerveja que se reúnem em Munique são da própria cidade, ou do estado da Baviera.
Com o sucesso do evento alemão, não demorou até que as cidades formadas por imigrantes germânicos começassem a realizar festas parecidas. No Brasil há uma das maiores delas, a Oktoberfest de Blumenau, Santa Catarina, que se diz a maior festa fora da Alemanha. A edição de Blumenau foi criada somente em 1984, e já reuniu mais de 15 milhões de pessoas, uma média de 700 mil visitantes por ano. A edição deste ano vai de 9 a 26 de outubro.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Cervejaria Petter Von Brütchen


Mais uma cervejaria artesanal é criada no nosso mercado gaúcho. Da escola alemã de cervejas e seguindo a lei de pureza de 1516 a Cervejaria Petter Von Brüntchen foi criada na cidade que é talvez a mais alemã do Rio Grande do Sul, Santa Cruz. A cervejaria inicialmente está produzindo cervejas dos estilos: Pilsen , Pale Ale e Weiss que são comercializados em barris retornáveis de 20L , 30L e 50L, Siphons de 1L e 2L e barris descartáveis de 5L, por enquando comercializados em Santa Cruz e arredores. O nome de todas as cervejas produzidas é Heilige (Santa em alemão) uma homenagem a cidade onde está instalada a fábrica.
Neste final de semana estarei degustando os 3 tipos e farei um post sobre todas elas.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Cerveja do homem primitivo tinha grãos, palha e era servida com canudo


Num jarro de cerâmica, homens bebem um líquido bege com grãos e palha flutuando. Um canudo feito de junco passa de um para o outro, até eles se sentirem embriagados. O ritual era comum tanto para o homem de 12 mil anos atrás como para nós. No centro da mesa, a cerveja.
A bebida que vemos hoje sendo servida gelada, com espuma e com gosto amargo, mudou muito desde que foi "descoberta", há aproximadamente 10 mil anos. Naquela época, o homem havia acabado de abandonar o modo nômade e tinha passado a se fixar e a seenvolver com a agricultura. Ao cultivar grãos, ele percebeu que eles ficavam com gosto doce quando embebidos em água e que passavam por uma verdadeira transformação se ficassem assim por muitos dias. A fermentação do açúcar por leveduras fazia o "mingau" de cereais virar uma substância efervescente e embriagante. Estava feita a cerveja.

Depois da descoberta, veio o aprimoramento da bebida. A adição de mel, frutas, ervas e temperos produzia cervejas dos mais variados sabores - eram pelo menos 17 tipos. As referências a elas eram variadas: "a celestial", "a boa e bela", "a produtora de alegria".

O autor do livro "História do mundo em seis copos", Tom Standage, disse que a cerveja antiga era muito diferente da que temos hoje. "Era mais fraca de álcool, não tão efervescente e não continha o lúpulo, que tem um gosto amargo e só foi introduzida na cerveja há mil anos, pelos europeus." Ele afirmou que a cerveja antiga sem lúpulo, que ainda é produzida hoje em alguns lugares, tinha um sabor mais parecido com o de vinho.

Segundo Standage, a cerveja se tornou muito importante para o homem primitivo, pois quando ele se sedentarizou em vilarejos e se tornou agricultor, seus suprimentos de água eram mais propensos a se tornarem poluídos, causando doenças. "A cerveja era uma bebida segura, pois a água era fervida. E também era uma fonte de nutrientes, uma parte importante da dieta em muitas partes do mundo. Até as crianças bebiam."

Muitos dos rituais culturais associados à cerveja ainda existem nos dias de hoje. O fator social da bebida está presente desde os primórdios de seu surgimento. Para o homem primitivo, o canudo não era apenas usado para filtrar a palha e os outros fragmentos presentes na cerveja, mas sim porque permitia que muitas pessoas compartilhassem o mesmo líquido. Ainda hoje, escreve Standage, "partilhar uma bebida com alguém é um símbolo universal de hospitalidade e amizade.

A capacidade de embriagar fez com que a cerveja fosse vista pelo homem do neolítico como um "presente dos deuses". Sumérios e egípcios usavam a bebida em cerimônias religiosas, funerais e rituais para a agricultura. "A prática de levantar um copo para desejar a alguém boa saúde, um casamento feliz, uma viagem tranquila [...] é um eco moderno da antiga idéia de que o álcool tem o poder de invocar forças sobrenaturais."
Fonte: G1

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Degusta no Dado Bier


Na última segunda-feria dia 15 a confraria Tcherveja Degusta da qual faço parte esteve visitando a fábrica da Cervejaria Dado Bier, no DC Navegantes em Porto Alegre.
A convite do mestre cervejeiro Carlos Bolzan degustamos os 3 últimos lançamentos: Ilex , Balgian Ale e American Brown Ale, esta ainda com comercialização somente nas filiais da Dado Bier em Barril.
Na noite da degustação conhecemos um pouco mais a fundo o processo de fabricação, pasteurização e engarrafamento das cervejas Dado Bier. A fábrica está instalada nas antigas caldeiras da Fábrica têxtil Renner, um local muito bonito e bem restaurado. Pela grande presença no mercado de cervejas a fábrica até surpreende por seu tamanho reduzido apesar de já ter planos de expansão para os próximos anos. O mestre cervejeiro Carlos Bolzan entrou na Dado Bier a 2 anos e desde então lançou 4 novas cervejas e também ajustou todas as outras existentes para os padrões de fabricação por ele melhor definidos. Notamos na fábrica que tudo é bem pensado e estruturado, administrado por quem gosta do que faz. Por já ter trabalhado em grandes cervejarias, Bolzan realiza todos os testes necessários em seus lotes para manter o padrão das cervejas fábricadas no mais alto nível. ao perguntar a ele qual próximo lançamento ele foi direto: quando sair te aviso, mas já tinha visto em um tanque pequeno um teste de alguma cerveja que não sei qual é, mas de coloração acobreada (talvez uma IPA, Belgian Dubbel ou uma Kölsch quem viver verá), aliás Bolzan está sempre em busca de novos sabores e para isso conta com uma cervejaria caseira de origem belga instalada na fábrica que produz 30 litros para os testes e futuros lançamentos.
A American Brown Ale é uma ótima cerveja com um bom drinkability e deve fazer muito sucesso no mercado quando entrar em long neck. A Ilex apesar de exótica é uma boa cerveja para ser degustada com cautela pois pode se tornar enjoativa e já por último a Belgian Ale é a jóia da coroa e dispensa maiores comentários vá agora ao supermercado e compre.
A conclusão que chegamos na fábrica é que a Cervejaria Dado Bier está com cervejas ótimas e bem feitas, sempre evoluindo no mercado do qual foi a 1º e participa a 14 anos, tendo altos e baixos, hoje acredito que tenha chegado no seu melhor momento e equilibrio.

Campanha britânica define nove tipos de bêbados, veja abaixo se você se encaixa em algum!!


O governo britânico está lançando uma nova campanha contra o alcoolismo dirigida a nove 'tipos' mais comuns de usuários que abusam do álcool.
A campanha será feita a partir de uma pesquisa do Departamento de Saúde da Inglaterra, que indicou as nove categorias mais comuns de bebedores. Elas incluem os que o fazem para aliviar estresse e pessoas deprimidas que bebem por tédio ou para se relacionar.
Para o governo, identificar as razões que levam usuários a abusar do álcool será "muito útil" para combater o alcoolismo.
O estudo se debruçou sobre homens que bebem mais de 50 unidades semanais de álcool e mulheres que bebem pelo menos 35 unidades semanais - duas vezes acima do limite recomendado.
Uma unidade de álcool equivale a um copo de cerveja ou vinho ou, alternativamente, meia dose de bebida destilada.
Entre os nove tipos identificados, estão, por exemplo, os que bebem para desestressar e relaxar, em meio a uma rotina de pressão no trabalho.
Em outros casos, usuários abusam do álcool ao se perder em um estilo de vida agitado e por vezes extravagante.
As informações serão utilizadas pelo governo para orientar uma campanha contra o alcoolismo que deve atingir 4 mil bebedores contumazes no nordeste do país, em um projeto-piloto que, se bem sucedido nos próximos meses, será levado para o resto do pais.
A secretária britânica de Saúde, Dawn Primarolo, admitiu que os bebedores incluídos nas nove categorias têm em comum um problema "difícil de combater".
Mas ela disse acreditar que a nova abordagem será capaz de convencer os usuários a ser agentes da própria mudança.
"Esta é uma abordagem totalmente nova de fazer as pessoas entenderem os efeitos de seus hábitos em relação à bebida e de ajudá-las a mudar para melhor."

Veja abaixo os nove tipos de bebedores identificados pela campanha.

Deprimido: Está com a vida em um estado de crise - atravessando um período de dificuldade financeira, luto ou divórcio recente, por exemplo. Motivações: Vê o álcool como uma forma de se reconfortar ou como uma automedicação para ajudar a lidar com as turbulências.
Estressado: Leva uma vida sob pressão no trabalho, o que normalmente leva ao sentimento de não ter as coisas sob controle ou de estar sobrecarregado de responsabilidades. Motivações: O álcool é uma forma de relaxar e de retomar a sensação de controle, ao traçar uma linha entre vida pessoal e profissional. Os parceiros normalmente reforçam este comportamento, ao preparar drinques para os bebedores.
Social: Têm uma agenda social carregada. Motivações: O álcool é um meio de ligação que unifica a todos e os coloca em uma mesma sintonia.
Conformista: Tipicamente, rapazes tradicionalistas que crêem que 'homens vão ao bar todas as noites'. Motivações: O álcool faz parte do que definem como 'meu momento'. O bar é sua segunda casa, e eles se sentem aceitos e em casa neste ambiente.
Bebedor comunitário: Bebe em grandes grupos sociais. Motivações: Levado ao álcool pelo senso de comunidade criado pelo ambiente do bar. A bebida dá segurança e significado à vida, e age como meio social.
Entediado: Tipicamente, mães solteiras ou mulheres recém-divorciadas, com vida social restrita. Motivações: A bebida é uma companhia que substitui o casal. Beber marca o final do dia, talvez encerrando um jornada de obrigações.
Machão: Normalmente se sente subvalorizado, sem voz e frustrado em áreas importantes da vida. Motivações: Seu lado bebedor é um alter-ego que gira em torno da sua capacidade de beber. A bebida é motivada pela necessidade constante de reafirmar sua masculinidade e seu status em relação a outras pessoas.
Hedonista: Solteiros, divorciados ou com filhos crescidos. Motivações: Beber em excesso é uma forma de expressar sua independência, liberdade e juventude para si mesmo. O álcool é usado para diminuir inibições.
Quase dependente: Homens que moram 'de fato' no bar - que, para eles, é quase o mesmo que a casa. Motivações: Uma combinação de motivos, incluindo tédio, necessidade de se conformar e um senso de mal-estar existencial em suas vidas.

Inaugurada ontem Oktoberfest 2008 em Munique



Angela Merkel e outras autoridades participaram da festa.
Na foto chanceler da Alemanha, Angela Merkel, brinda com uma caneca de cerveja na abertura da Oktoberfest, em Munique, nesta quarta-feira (17). O maior e melhor festival mundial da cerveja vai até 5 de outubro.

sábado, 13 de setembro de 2008

Nossa Senhora do Ó



Foi inaugurado na última terça-feira no Moinhos de Vento um novo templo cervejeiro em Porto Alegre. Mais uma opção de boas cervejas e acepipes para nossa cidade. A convite do Vagner Piccolo proprietário do estabelecimento fui ontem (sexta-feira) conhecer o ambiente. Ao chegar lá minha primeira surpresa foi seu nome, diferente de tudo que temos aqui em Porto Alegre, mais tarde em casa pesquisei sobre o nome e achei a definição que segue abaixo:
"Nossa Senhora do Ó é uma devoção mariana surgida em Toledo, na Espanha, remontando à época do X Concílio, presidido pelo arcebispo Santo Eugênio, quando se estipulou que a festa da Anunciação fosse transferida para o dia 18 de Dezembro. Sucedido no cargo por seu sobrinho, Santo Ildefonso, este determinou, por sua vez, que essa festa se celebrasse no mesmo dia, mas com o título de Expectação do Parto da Beatíssima Virgem Maria. Pelo fato de, nas vésperas, se proferirem as antífonas maiores, iniciadas pela exclamação (ou suspiro) “Oh!”, o povo teria passado a denominar essa solenidade como Nossa Senhora do Ó".
Bom como nosso assunto é cerveja vamos ao que interessa, o bar é extremamente acolhedor repleto de quadros, garrafas e bolachas remetendo ao mundo da cerveja. No cardápio encontramos desde marcas mais industrializadas como Bavária Premium até as artesanais da Cervejaria Schmitt passando por diversas importadas. O cardápio felizmente se divide por estilo e não por país como é mais comum aqui em Porto Alegre e ao meu ver está errado.
Entre os diversos acepipes destaca-se a coxinha de galinha, "importada" do FrangÓ de São Paulo cujo proprietário é irmão do Piccolo.
Em todo o local percebemos um cuidado muito grande com as cervejas desde seu armazenamento até o controle de vencimento e cuidado ao servir com um serviço de atentimento de primeira linha e conhecedor do que vende, destaque para o beer expert Guinter Manfroi.
Algumas cervejas do local, só encontrei lá, entre elas a Leffe Radieuse, que ainda não tinha provado e é muito boa.
Os petiscos do local e sobremesas ficam a cargo da esposa e também sócia do Nossa Senhora do Ó, Mariana Castilhos.
A alguns "posts" atrás eu fiz uma lista dos 6 melhores locais para se beber cerveja em Porto Alegre, agora são 7 sendo que o Nossa Senhora do Ó sobe ao topo em conjunto com o Bierkeller.



Da esquerda para direita: Piccolo, Mariana Castilhos, eu e Guinter Manfroi.
Local: Nossa Senhora do Ó
Endereço: Dinarte Ribeiro quase esquina com Barão de Santo Angêlo
Horário: de terça a domingo das 17h as 23:30h